A Justiça do Acre decidiu aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Acre contra cinco atletas do Vasco-AC investigados por suspeita de violência sexual contra duas mulheres. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (13) pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, dando início ao processo criminal.

De acordo com o Ministério Público, o caso teria ocorrido na madrugada de 14 de fevereiro de 2026 em uma casa situada no bairro Baixa da Colina, imóvel utilizado como alojamento por jogadores do clube.

Segundo a investigação, as duas mulheres participavam de uma festa de carnaval quando conheceram alguns dos atletas. Em seguida, teriam sido convidadas a ir até o local onde os jogadores moravam. A acusação aponta que, já no imóvel, elas foram vítimas de atos de violência sexual praticados por vários homens, em um ambiente descrito como de vulnerabilidade e intimidação.

Os denunciados são Bernardo Barbosa Nunes, Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior, contratado pelo clube no início deste ano. Eles foram denunciados com base em artigos do Código Penal que tratam de estupro e crimes sexuais, com agravantes e participação de mais de um autor.

Ao avaliar o caso, a Justiça entendeu que existem elementos suficientes para a abertura da ação penal. Entre as provas consideradas estão os depoimentos das vítimas, relatos de testemunhas, registros do inquérito policial e laudos médicos.

Com a decisão, foi mantida a prisão preventiva de Erick Luiz Serpa Santos Oliveira. Já Brian Peixoto Henrique Iliziario, que estava detido temporariamente, teve a prisão convertida para preventiva.

Episódio envolvendo homenagem do clube

O caso ganhou repercussão também após uma partida da Copa do Brasil entre Vasco-AC e Velo Clube, realizada em 19 de fevereiro. Na ocasião, o time acreano entrou em campo exibindo camisas com nomes de jogadores investigados.

A partida contou ainda com a presença do goleiro Bruno Fernandes de Souza, que havia defendido o clube por um breve período naquele mês e já atuou pelo Flamengo.

Nas redes sociais, o clube chegou a afirmar que dois atletas conhecidos como Manga (Matheus Silva) e Lekinho (Alex Pires) não seriam indiciados pela polícia. No entanto, o Ministério Público decidiu incluir ambos na denúncia apresentada à Justiça.

Com o recebimento da acusação, os jogadores passam à condição de réus e o caso seguirá para a fase de instrução, quando serão colhidos novos depoimentos e analisadas as provas antes do julgamento.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *