A população de Santo Estêvão enfrenta uma grave crise no Judiciário local. Há meses, a cidade está sem juiz titular na Vara Cível, setor responsável por julgar todos os processos que não são criminais ou de competência dos Juizados Especiais. A ausência do magistrado tem gerado atrasos significativos, impactando diretamente a vida de centenas de cidadãos e o funcionamento de empresas da região.
Advogados relatam que o acúmulo de processos à espera de análise cresce diariamente.
“Questões urgentes, como ações de família (divórcios, pensão alimentícia, guarda de filhos), saúde (fornecimento de medicamentos e tratamentos), e indenizações, estão sem solução à vista.
A falta de decisões judiciais coloca em risco o direito de pessoas que dependem do Judiciário para resolver situações delicadas e muitas vezes emergenciais. O atraso afeta também empresários e trabalhadores locais, pois cobranças, contratos e execuções civis ficam suspensos, prejudicando a economia da cidade. Cidadãos relatam sensação de abandono e insegurança diante da demora para resolver questões essenciais.
A falta de um juiz titular evidencia problemas na gestão do Tribunal de Justiça e aponta para o abandono das demandas do interior. Para uma cidade do porte de Santo Estêvão, ficar tanto tempo sem juiz na Vara Cível representa retrocesso e negação do direito fundamental ao acesso à Justiça.
Lideranças locais, advogados e cidadãos cobram providências urgentes para restabelecer o atendimento e garantir que processos voltem a tramitar normalmente. O risco de colapso do Judiciário preocupa não apenas quem tem processos em andamento, mas toda a sociedade, que depende da Justiça para garantir direitos e resolver conflitos.
A crise na Vara Cível de Santo Estêvão é um alerta para a necessidade de maior atenção à estrutura do Judiciário, especialmente nas cidades do interior. Sem juiz, a população fica desamparada e vê seus direitos ameaçados.
É indispensável que as autoridades ajam rapidamente para nomear um novo magistrado e restabelecer o funcionamento da Justiça, essencial para a ordem social, o desenvolvimento econômico e a garantia dos direitos dos cidadãos.