Diante de denúncias de possíveis cobranças abusivas, a Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar se há prática de crimes contra o consumidor e contra a ordem econômica.

A decisão foi anunciada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, após o aumento repentino nos valores nas bombas levantar suspeitas de irregularidades no mercado.

Enquanto a investigação avança, órgãos de defesa do consumidor também intensificaram a fiscalização. A Secretaria Nacional do Consumidor mobilizou Procons em todo o Brasil, que realizaram uma força-tarefa nesta terça-feira (17), alcançando dezenas de estabelecimentos. Ao todo, a operação passou por postos de combustíveis em 22 cidades, além de uma distribuidora.

O governo afirma que a atuação será contínua e não descarta punições em caso de irregularidades. Segundo o ministro, embora o setor funcione sob livre concorrência, práticas abusivas não serão toleradas.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis também entrou na operação, com equipes em campo em diversos estados, incluindo a Bahia. Além de analisar os preços cobrados, os fiscais verificam a qualidade dos combustíveis e se a quantidade entregue ao consumidor corresponde ao que é registrado nas bombas.

As ações fazem parte de uma estratégia mais ampla para conter os efeitos da alta internacional do petróleo, pressionada por tensões no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, que têm impacto direto no bolso dos brasileiros.

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