O assassinato da cantora gospel Sara Freitas, ocorrido em 24 de outubro de 2023, teve mais um desfecho na Justiça com a condenação dos três últimos acusados apontados como peças centrais no crime. O julgamento foi realizado no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, e terminou após dois dias de júri.

Os réus foram responsabilizados por feminicídio com agravantes, incluindo motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. As penas ultrapassam três décadas de prisão em dois dos casos:

  • Ederlan Santos Mariano: 34 anos e 5 meses
  • Victor Gabriel Oliveira Neves: 33 anos e 2 meses
  • Weslen Pablo Correia de Jesus, o “Bispo Zadoque”: 28 anos e 6 meses

Weslen teve a pena atenuada após admitir participação durante o julgamento.

Antes dessa etapa, outro envolvido já havia sido condenado. Em abril de 2025, o ex-motorista por aplicativo Gideão Duarte de Lima recebeu pena de 20 anos e 4 meses de prisão, apontado como o responsável por levar a cantora até o local onde o crime foi executado.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o crime foi planejado e executado de forma articulada. A apuração indicou que o marido da vítima, Ederlan Mariano, teria encomendado a morte. Gideão fez o transporte da cantora, enquanto Victor Gabriel teria imobilizado Sara no momento da ação. Já Weslen Pablo foi identificado como o autor das facadas.

O Ministério Público da Bahia sustentou que o grupo atuou em conjunto, com divisão de tarefas, e denunciou os envolvidos também por ocultação de cadáver e associação criminosa.

Durante as investigações, três dos acusados, Gideão, Victor e Weslen, confessaram que receberam valores para participar do crime. Segundo eles, cerca de R$ 2 mil teriam sido pagos por Ederlan e divididos entre os executores. A declaração foi dada durante uma acareação na Delegacia de Dias D’Ávila.

Ederlan foi o primeiro a ser preso, poucos dias após o crime, em 28 de outubro de 2023. Ainda segundo relatos colhidos no inquérito, um outro homem, identificado como “cantor Davi Oliveira”, teria tido conhecimento prévio do plano e recebido R$ 200, mas não participou diretamente da execução.

O caso, que gerou forte repercussão na Bahia, agora chega a uma etapa decisiva com a condenação de todos os denunciados, após uma série de desdobramentos judiciais ao longo dos últimos anos.

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