As articulações políticas em torno da sucessão estadual na Bahia ganharam novos capítulos nos bastidores. Em meio à possibilidade de mudanças na composição da chapa majoritária, o senador Jaques Wagner saiu em defesa da manutenção do grupo que venceu as eleições de 2022, indicando resistência a alterações neste momento.
Segundo Wagner, o formato atual — com o governador Jerônimo Rodrigues e os dois senadores — segue como referência dentro do grupo. Ele reconheceu, no entanto, que o cenário político costuma esquentar à medida que o calendário eleitoral avança. “É natural esse movimento de pressão e negociação perto do prazo das definições”, sinalizou.
Apesar das discussões, o senador destacou que a palavra final caberá ao governador, em conjunto com o conselho político da base. Ele ainda reforçou que o grupo não trabalha com vetos antecipados, mantendo o diálogo aberto entre os aliados.
Nos bastidores, ganhou força a informação de que o deputado federal Elmar Nascimento participou de reuniões no Palácio de Ondina para discutir uma possível aproximação com o grupo governista. Entre as alternativas cogitadas está a indicação de um nome ligado ao parlamentar para ocupar a vaga de vice na chapa de outubro.
Um dos nomes ventilados é o do deputado estadual Marcinho Oliveira, visto como uma opção de consenso por transitar entre diferentes alas políticas.
A movimentação, no entanto, provocou reação dentro de outros partidos da base. O ex-ministro Geddel Vieira Lima, uma das principais lideranças do MDB na Bahia, fez críticas públicas à possibilidade de a legenda ser utilizada apenas como instrumento político. Em manifestação nas redes sociais, ele afirmou que o partido segue aberto a novos integrantes, mas não aceitará imposições ou acordos que desrespeitem sua autonomia.
O cenário indica que, embora ainda haja espaço para negociações, a definição da chapa deve intensificar as disputas internas nas próximas semanas.