A Nike enfrentou um dia de forte pressão no mercado financeiro nesta quarta-feira (1º), com suas ações registrando queda acentuada na Bolsa de Nova York. O recuo levou os papéis da empresa ao menor nível em uma década.

O movimento veio após a companhia sinalizar um cenário mais desafiador para os próximos meses, com expectativa de redução nas vendas. Um dos principais pontos de atenção é o desempenho na China, onde a demanda pelos produtos da marca apresentou retração expressiva.

Por volta das 14h45 (horário de Brasília), as ações eram negociadas a US$ 45,27, acumulando desvalorização de 14,29% no pregão.

Na terça-feira (31), a empresa já havia revisado suas projeções e indicado que as vendas no próximo trimestre devem cair entre 2% e 4%. Para o ano de 2026, a estimativa segue na mesma linha, com possibilidade de recuo na receita em relação ao ano anterior.

Apesar da perspectiva de queda no faturamento, a Nike mantém a previsão de lucros estáveis ao longo do ano. A companhia destacou que fatores externos, como oscilações no preço do petróleo e tensões internacionais, podem influenciar tanto os custos quanto o comportamento do consumidor.

No resultado mais recente, referente ao trimestre encerrado em fevereiro, a empresa registrou receita de US$ 11,3 bilhões, praticamente estável e levemente acima do esperado pelo mercado. As vendas cresceram 3% na América do Norte, enquanto na China houve queda de 7%.

O lucro líquido no período foi de US$ 520 milhões, também acima das projeções de analistas, mesmo diante do cenário mais desafiador.

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