O padre Danilo César, ligado a uma paróquia no município de Areial (PB), chegou a um entendimento com a família da cantora Preta Gil em um processo por danos morais após declarações feitas durante uma missa no ano passado. O acerto ainda depende de validação judicial.

A ação foi movida na esfera cível no Rio de Janeiro, e prevê que o religioso reconheça o caráter ofensivo de suas falas, além de apresentar um pedido formal de desculpas durante uma celebração religiosa. A retratação deverá citar nominalmente familiares da artista, incluindo o cantor Gilberto Gil.

No acordo, o padre admite que as declarações causaram sofrimento à família e se compromete a reparar publicamente o episódio. Com isso, ele evita o pagamento de uma indenização que poderia chegar a R$ 370 mil.

Antes desse desdobramento na área cível, o religioso já havia firmado, em fevereiro, um acordo com o Ministério Público Federal na esfera criminal. Na ocasião, foi estabelecido um acordo de não persecução penal, que suspende a ação criminal mediante o cumprimento de medidas.

Entre as condições impostas estão a participação em atividades voltadas ao diálogo entre religiões e a produção de conteúdos sobre o combate à intolerância religiosa.

O caso ganhou repercussão após a denúncia de declarações consideradas ofensivas durante a celebração, o que motivou a reação da família e a abertura dos processos nas duas esferas.

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