O deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) firmou um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para ressarcir R$ 1,4 milhão aos cofres públicos. A medida foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O parlamentar responde a uma ação por peculato, crime que envolve o uso indevido de recursos públicos, após investigação apontar a nomeação de duas mulheres como secretárias parlamentares, apesar de elas exercerem outras funções fora do gabinete.

Segundo o processo, uma das contratadas trabalhava como empregada doméstica há mais de 15 anos, enquanto a outra atuava em uma empresa ligada à família do deputado.

Entendimento com o Ministério Público

Para evitar o prosseguimento da ação penal, as defesas de Bacelar e de uma das envolvidas, Norma da Silva, optaram por um acordo de não persecução penal, instrumento jurídico que permite a suspensão do processo mediante o cumprimento estabelecido pelo Ministério Público.

Pelo acordo, ficou definido que:

  • Será pago o total de R$ 1,3 milhão como reparação aos danos causados, em parcelas destinadas à União;
  • O deputado deverá pagar multa adicional de R$ 96 mil;
  • Norma da Silva arcará com multa de R$ 20 mil;
  • Ambos terão que cumprir 280 horas de serviços comunitários.

Em manifestação oficial, a PGR destacou que esse tipo de prática compromete a confiança nas instituições públicas e prejudica o funcionamento da administração.

Como não houve violência ou grave ameaça, e com a garantia de devolução integral dos valores, o Ministério Público entendeu ser possível a solução consensual do caso.

Com o cumprimento de todas as obrigações previstas, o processo será encerrado sem continuidade da ação penal.

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