O ator Wagner Moura apresentou uma queixa-crime contra o pastor Silas Malafaia após declarações feitas nas redes sociais. O processo, que já foi recebido pela Justiça, envolve acusações de injúria e difamação relacionadas a publicações feitas pelo líder religioso no início deste ano.
De acordo com a ação, as mensagens divulgadas por Malafaia teriam ultrapassado os limites da crítica e atingido diretamente a honra do artista. Entre as expressões citadas no processo estão termos como “cretino” e “esquerdista de araque”, utilizados pelo pastor ao comentar posicionamentos atribuídos ao ator.
Na peça judicial, a defesa de Wagner Moura sustenta que as publicações tiveram caráter ofensivo e buscavam prejudicar sua imagem pública. O documento também menciona outros episódios envolvendo Malafaia e disputas judiciais relacionadas a declarações feitas por ele contra figuras públicas.
Ao comentar o caso, o pastor afirmou que recebeu a notícia da ação com surpresa e classificou a iniciativa como uma tentativa de silenciar opiniões divergentes. Malafaia negou ter cometido qualquer irregularidade e declarou que suas manifestações estão amparadas pela liberdade de expressão.
O líder religioso também questionou o fato de ter sido alvo da medida judicial entre milhares de usuários que fizeram comentários sobre o ator nas redes sociais após a cerimônia do Oscar de 2026. Na ocasião, Wagner Moura fez história ao se tornar o primeiro brasileiro indicado ao prêmio de Melhor Ator por sua atuação no filme “O Agente Secreto”. Apesar das indicações, a produção não conquistou estatuetas.
Segundo Malafaia, a escolha de seu nome para a ação teria motivação política ou estaria relacionada à sua influência pública. Ele afirmou ainda que, até o momento de suas declarações à imprensa, não havia sido oficialmente notificado sobre o processo.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou a existência da ação, mas informou que o caso tramita sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes sobre o andamento do processo.