Novos relatórios médicos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que ele voltou a enfrentar complicações durante o processo de recuperação. Os documentos revelam que uma nova crise de soluços comprometeu a sessão de fisioterapia realizada na quinta-feira (2), obrigando a equipe a alterar o tratamento previsto.

De acordo com os laudos, Bolsonaro apresenta um quadro de saúde considerado delicado, com episódios recorrentes de soluços, sonolência provocada por medicamentos, instabilidade no equilíbrio e maior risco de quedas. As informações foram anexadas ao pedido da defesa para manutenção da prisão domiciliar.

O acompanhamento fisioterapêutico mostra que, no início da semana, o ex-presidente conseguiu cumprir normalmente os exercícios de reabilitação do ombro direito, sem relatar dores e com boa evolução dos movimentos. No entanto, na sessão mais recente, o agravamento dos sintomas impediu a continuidade das atividades.

Diante da piora, a equipe optou por um tratamento focado no alívio do desconforto, utilizando técnicas de liberação miofascial, massagem na cicatriz da cirurgia, aplicação de laser terapêutico e estimulação do nervo vago, estratégia empregada para tentar reduzir a intensidade das crises de soluços.

Os relatórios também informam que Bolsonaro permanece em tratamento domiciliar para recuperação da cirurgia no ombro direito e de uma pneumonia bilateral diagnosticada em março deste ano. Apesar dos efeitos colaterais dos medicamentos, como sonolência e instabilidade, os médicos decidiram manter a medicação por observar redução na frequência e na intensidade das crises.

Segundo a equipe médica, o ex-presidente apresenta fadiga leve e intermitente, pressão arterial controlada após ajustes na medicação e não relata dores no ombro operado. A recomendação é dar continuidade, de forma gradual, às sessões de fisioterapia motora e respiratória, além de manter cuidados para evitar quedas e seguir uma dieta com baixo teor de sódio e baixa acidez.

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