Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) foi realizada nesta quinta-feira (13) para investigar possíveis irregularidades em contratos da Prefeitura de Gongogi, no sul da Bahia. O caso envolve suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Batizada de Operação Severus, a ação é considerada a segunda etapa da Operação Pacto Infame. Ao todo, foram expedidos 33 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
A Justiça também determinou a apreensão de dinheiro, joias e veículos que possam estar relacionados aos investigados. Além disso, bens e valores, incluindo imóveis e automóveis, poderão ser bloqueados até o limite de R$ 2 milhões.
De acordo com as investigações, agentes públicos e empresários podem ter participado de um esquema envolvendo contratos municipais, alguns deles financiados com recursos federais. Entre as suspeitas estão o direcionamento de licitações, apresentação de documentos falsos e a criação de procedimentos administrativos apenas para aparentar regularidade.
Os investigadores também apuram pagamentos por serviços que não teriam sido executados ou que teriam sido realizados apenas parcialmente.
Outra linha da investigação aponta para a possível utilização de pessoas e empresas para movimentar valores e dificultar a identificação da origem dos recursos.
Computadores, celulares, documentos e outros materiais recolhidos durante as buscas serão analisados pela PF e pela CGU. A apuração segue em andamento para identificar a participação de cada investigado e esclarecer a extensão do suposto esquema.