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A Prefeitura de Salvador autorizou a construção da nova Colônia de Pescadores de Paripe, no Subúrbio Ferroviário, e apresentou o Pro Pesca Salvador, programa criado para ampliar o apoio a pescadores e marisqueiras que trabalham na capital baiana.
A estrutura será instalada na Praça Raimundo Varela Freire, que também passará por uma requalificação completa. O investimento previsto é de cerca de R$ 1,1 milhão, com prazo estimado de quatro meses para conclusão dos serviços.
Coordenado pela Secretaria do Mar (Semar), o Pro Pesca reúne medidas voltadas à pesca artesanal. Entre as ações anunciadas estão a regularização de embarcações e documentos de colônias e associações, cursos de capacitação, mutirões de saúde e melhorias em locais utilizados pelos trabalhadores, como píeres, atracadouros e sedes das entidades.
O programa também prevê a entrega de equipamentos para auxiliar no trabalho e na conservação do pescado, além de iniciativas para fortalecer a comercialização e a organização da atividade pesqueira.
Outra medida prevista é a realização de um censo municipal da pesca. A proposta é identificar com mais precisão quantos pescadores e marisqueiras atuam em Salvador e conhecer as principais necessidades dessas comunidades, servindo de base para novas políticas públicas.
Durante o lançamento, o prefeito Bruno Reis afirmou que a intenção é ampliar as oportunidades para quem depende economicamente do mar. Segundo ele, a prefeitura pretende investir tanto na qualificação dos trabalhadores quanto na estrutura utilizada diariamente pelas comunidades pesqueiras.
Nova estrutura em Paripe
A Colônia de Pescadores de Paripe terá boxes destinados à comercialização dos produtos, espaços para limpeza de pescado e motores, sanitários, depósito e área para guardar equipamentos. O projeto prevê ainda 42 armários, sendo 14 de maior tamanho e 28 médios.
A Praça Raimundo Varela Freire também receberá intervenções de urbanização, incluindo novo piso, pavimentação, rampas de acessibilidade, iluminação, mobiliário, parque infantil, equipamentos para exercícios físicos e sanitários.
Segundo a Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), responsável pelo projeto, a unidade será a nona colônia de pescadores construída ou reconstruída pela atual gestão municipal. O projeto foi desenvolvido a partir de demandas apresentadas pela própria comunidade local.
Situação em São Tomé de Paripe
O anúncio ocorre em meio às ações da Prefeitura voltadas às comunidades pesqueiras de São Tomé de Paripe, que foram afetadas por impactos ambientais registrados na região.
Em abril, uma ação emergencial alcançou 626 famílias, com distribuição de alimentos, orientações sobre serviços públicos e atualização do Cadastro Único. Posteriormente, o município decretou situação de emergência na área e informou a prorrogação da medida por mais 90 dias.
A Prefeitura também afirma que vem adotando medidas de assistência às famílias prejudicadas e buscando recursos para indenizações relacionadas aos danos registrados na região.
O novo programa, de acordo com a gestão municipal, pretende transformar essas ações em uma política permanente de apoio à pesca artesanal em Salvador.