A avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece praticamente dividida entre os brasileiros, segundo a nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21). O levantamento aponta que 50% desaprovam o trabalho do presidente, enquanto 47% aprovam. Outros 3% não souberam responder.
Além da aprovação pessoal, a pesquisa também mediu a percepção sobre o governo. 41% dos entrevistados classificam a administração como ruim ou péssima, enquanto 33% consideram o governo ótimo ou bom. Outros 25% avaliam a gestão como regular.
Apesar do resultado negativo na avaliação do governo, Lula continua numericamente à frente na disputa pela Presidência. No cenário estimulado de primeiro turno, o petista aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Renan Santos (Missão), 4%, e Romeu Zema (Novo), 3%.
A diferença entre Lula e Flávio, porém, diminuiu em relação ao levantamento anterior. Em julho, Lula tinha 40% e Flávio aparecia com 32%, uma vantagem de oito pontos. Agora, a distância é de seis pontos percentuais.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois principais nomes, a diferença fica ainda menor. Lula registra 47%, enquanto Flávio Bolsonaro chega a 43%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o cenário é considerado de proximidade entre os candidatos.
O Datafolha também testou Lula contra outros possíveis adversários. O presidente aparece com 47% contra 40% de Ronaldo Caiado e com 48% contra 38% de Romeu Zema. Contra Renan Santos, Lula marca 47%, enquanto o candidato tem 37%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 20 de agosto, com 2.058 eleitores em 127 cidades brasileiras. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026.
Os números foram divulgados poucos dias depois do início oficial da campanha eleitoral de 2026, em um momento em que Lula e Flávio Bolsonaro aparecem como os principais nomes na corrida presidencial. O resultado mostra um cenário ainda aberto: o presidente enfrenta uma avaliação negativa maior do que a positiva, mas permanece na liderança das intenções de voto, enquanto a diferença para seu principal adversário diminuiu nas últimas pesquisas.