Dayane Pimentel voltou à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados carregando uma marca difícil de esconder: a queda acentuada de sua votação desde a eleição que a colocou em Brasília.
Em 2018, Dayane foi eleita deputada federal pela Bahia com 136.742 votos. Quatro anos depois, quando tentou permanecer no cargo, o resultado foi completamente diferente. Ela recebeu 29.979 votos e ficou fora da Câmara.
A diferença de uma eleição para outra revela o tamanho do desgaste eleitoral. Foram mais de 106 mil votos a menos. Uma votação que representava uma força política expressiva acabou reduzida a menos de um quarto do que havia sido quatro anos antes.
Antes disso, em 2020, Dayane também havia tentado disputar a Prefeitura de Feira de Santana. Terminou a eleição em quarto lugar, com 13.949 votos.
Agora, ela tenta novamente voltar ao Congresso. O problema é que ela não parte do mesmo patamar de 2018. Precisa recuperar um eleitorado que já demonstrou, nas urnas, ter se afastado de sua candidatura.
E é justamente aí que está a incógnita desta eleição: Dayane conseguirá recuperar parte da votação perdida ou continuará em queda? Se os quase 30 mil votos de 2022 já representaram uma forte redução, uma nova diminuição deixaria ainda mais distante a possibilidade de retorno à Câmara.
A candidatura ainda ganhou uma nova dor de cabeça com uma acusação feita pela candidata a deputada estadual Rebeca Martins. Ela afirmou que Alberto Pimentel, marido de Dayane, teria se envolvido em uma confusão durante uma gravação partidária e acusado o político de agredir um integrante de sua equipe. Rebeca também relatou ter sido ofendida e ameaçada.
Dayane contestou a versão e negou as acusações. O episódio, portanto, ainda precisa ser apurado e não deve ser tratado como agressão comprovada.
Em Feira de Santana, outro episódio chamou atenção, embora tenha peso bem menor. O comitê de Dayane, instalado na Avenida Getúlio Vargas, foi notificado pela Justiça Eleitoral por causa da comunicação visual da fachada. Depois da notificação, parte do material acabou coberta com uma lona preta para adequação.
A lona, isoladamente, está longe de representar o maior problema da candidatura. O verdadeiro desafio de Dayane está nas urnas. A candidata que um dia recebeu mais de 136 mil votos agora precisa mostrar que ainda existe espaço para ela entre os eleitores baianos.
A pergunta não é mais se Dayane já teve força política. Isso os números de 2018 provaram. A questão é saber quanto dessa força ainda restou.
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Redação : Valter Junior