O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, tomou para si a condução do processo que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada neste sábado (12), em meio ao conflito entre integrantes da própria Corte sobre os rumos das investigações.

Além do caso envolvendo Moraes, Fachin determinou que processos relacionados ao Banco Master e às suspeitas envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS sejam encaminhados à Presidência do Supremo.

A mudança acontece depois de informações encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro entrarem no centro da disputa. O material reúne mensagens e outros elementos que passaram a ser analisados dentro das investigações.

Entre os pontos que ganharam atenção está um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes. O ministro afirma que não manteve contato com Vorcaro e nega irregularidades.

O caso também colocou em lados diferentes os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Mendonça vinha conduzindo parte da investigação relacionada ao Master e chegou a encaminhar ao plenário informações obtidas pela Polícia Federal.

Agora, Fachin passa a concentrar esses processos na Presidência do STF. A medida ocorre justamente quando a disputa entre os ministros ganhou novos capítulos e aumentou a pressão para esclarecer como cada investigação deverá seguir.

O plenário do Supremo tem sessão extraordinária marcada para terça-feira (15), quando deverá analisar o processo relacionado a Moraes e Vorcaro. Já o caso envolvendo Mendonça foi marcado para 23 de setembro.

A sessão de terça pode ser um dos próximos momentos decisivos para saber qual será o caminho dado às investigações dentro do Supremo.

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