O Ministério Público de São Paulo iniciou nesta quinta-feira (24) uma nova etapa da Operação Carbono Oculto, investigação que apura a atuação de uma organização criminosa no mercado de combustíveis e possíveis mecanismos utilizados para movimentar e ocultar dinheiro.

A terceira fase da operação cumpre mandados de busca e apreensão em São Paulo e em outros seis estados. Entre os investigados que estão no foco das medidas estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, e os irmãos André e Bruno Tupinambá.

Também é alvo da operação o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro e proprietário da Entre Investimentos. Ele assinou, no início de setembro, um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, a empresa de Freixo teria sido utilizada em movimentações financeiras relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Entre os pontos apurados está o suposto repasse de recursos para a produção de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o Ministério Público, a investigação também busca esclarecer como estruturas empresariais teriam sido utilizadas para esconder o controle de uma empresa do setor sucroalcooleiro e, posteriormente, viabilizar a compra da distribuidora de combustíveis Terrana, uma das maiores do segmento no país.

A apuração aponta ainda para uma sobreposição de empresas e operações financeiras que, segundo os investigadores, teria dificultado a identificação dos verdadeiros responsáveis pelo controle dos negócios.

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