O Ministério Público da Bahia (MPBA) apresentou à Justiça uma denúncia contra dez integrantes da Bamor, entre eles o presidente, o vice-presidente e membros da diretoria da torcida organizada. Eles são acusados de envolvimento em crimes como organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça.
A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), dentro das investigações da Operação Inquisição, deflagrada em setembro. Os dez denunciados continuam presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
Segundo o Ministério Público, os fatos investigados aconteceram em julho e envolveram duas pessoas que teriam sido levadas para a sede da torcida. A acusação aponta que elas foram submetidas a agressões físicas e psicológicas durante uma tentativa de obter informações e confissões relacionadas a possíveis irregularidades no sistema de cadastro e gestão de associados.
Ainda conforme a denúncia, os envolvidos teriam agido de maneira coordenada, com funções distribuídas entre os integrantes do grupo. Para o MPBA, a estrutura da torcida teria sido utilizada nas ações investigadas.
Além de pedir a condenação dos denunciados pelos crimes atribuídos individualmente a cada um, o Ministério Público solicitou que as prisões preventivas sejam mantidas. O órgão também cobra indenizações por danos materiais e morais às vítimas e uma reparação de R$ 2 milhões por danos morais coletivos.
Quem foi denunciado
A lista apresentada pelo MPBA reúne Matheus Pires Castro, presidente da Bamor; Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente; Gabriel Pereira Silva, diretor-geral; Daniel Sena Duarte, diretor de sede; Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing; Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio; Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria; Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede; Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro; e o policial militar Fernando Santana Esquivel, apontado pelo Ministério Público como integrante da torcida.
A apresentação da denúncia não significa condenação. O caso ainda será analisado pela Justiça, e os acusados terão direito à defesa e ao devido processo legal.