O capitão da Polícia Militar Fabrício Carlos Santiago dos Santos foi condenado a 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão em quatro processos julgados pela Justiça Militar da Bahia. As decisões envolvem denúncias de corrupção, desvio de recursos públicos e uso de policiais e viaturas para atender interesses particulares.
A condenação mais recente foi proferida na quinta-feira (8), pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador. Nessa ação, a pena foi fixada em 18 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva majorada e peculato.
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MPBA), o capitão recebeu pagamentos para direcionar equipes e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha, além de repassar informações antecipadas sobre operações de fiscalização. A investigação identificou 74 transferências bancárias que somaram R$ 102.013,72.
Os outros processos tratam de situações registradas principalmente em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul do estado, onde Fabrício exerceu função de comando.
Em junho deste ano, ele recebeu uma pena de 21 anos, um mês e 27 dias por corrupção passiva e peculato. Nesse caso, a investigação apontou o recebimento de vantagens indevidas em troca do envio de policiais e viaturas para fazer a segurança de uma propriedade particular na região de Campo Verde.
Outra condenação foi determinada em setembro de 2025, com pena de cinco anos, um mês e 27 dias de reclusão por corrupção passiva. Já em maio daquele ano, a primeira sentença estabeleceu seis anos, dois meses e oito dias de prisão pelo mesmo crime.
Segundo as decisões judiciais, esse último caso envolveu a intervenção do capitão para conseguir a liberação irregular de uma motocicleta apreendida. Depois disso, ele teria cobrado pagamentos pela atuação.
As quatro condenações abrangem episódios de cobrança de vantagens indevidas, liberação irregular de veículo e utilização da estrutura da Polícia Militar em benefício privado.
Fabrício Carlos Santiago dos Santos está preso preventivamente desde janeiro de 2025. As condenações foram resultado de investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), vinculado ao MPBA.