A Polícia Federal investiga um ex-integrante da equipe do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspeito de repassar informações sigilosas de processos judiciais a pessoas de fora do tribunal. O caso envolve suspeitas de acesso antecipado a documentos que ainda não haviam sido divulgados oficialmente.

O investigado é Humberto Pradera, ex-secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do STJ. A apuração busca esclarecer se ele facilitou o acesso a minutas de decisões judiciais e a pareceres do Ministério Público Federal antes da publicação.

A investigação também apura uma possível ligação entre o ex-servidor e o advogado Willer Tomaz. A suspeita é de que informações protegidas pelo sigilo tenham sido compartilhadas indevidamente.

A operação, denominada Linceu, foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui o cumprimento de mandado de busca e apreensão no Distrito Federal. Entre as hipóteses investigadas estão violação de sigilo funcional, corrupção e lavagem de dinheiro.

Pradera deixou o cargo em 16 de outubro. O STJ também abriu uma apuração interna para verificar possíveis irregularidades relacionadas ao caso.

A investigação pretende esclarecer como as informações teriam sido obtidas, se houve repasse indevido de documentos e qual seria a participação de cada pessoa envolvida. 

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