O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o pedido de liminar apresentado pela defesa de Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que tentava obter a liberdade da diarista investigada pela morte de um casal de idosos em Belo Horizonte, Minas Gerais. Com a decisão, ela continuará presa preventivamente enquanto o habeas corpus aguarda análise definitiva.

A decisão foi tomada pelo ministro Messod Azulay Neto e divulgada nesta quinta-feira (22). Ao examinar o pedido de urgência, o magistrado entendeu que não havia, naquele momento, elementos suficientes para conceder a soltura ou substituir a prisão por outras medidas cautelares.

O caso seguirá para manifestação do Ministério Público Federal (MPF). Depois dessa etapa, o pedido de habeas corpus será submetido ao julgamento dos ministros da turma responsável no STJ.

A defesa, representada pelo advogado Bruno Corrêa Lemos, confirmou que tomou conhecimento da decisão e afirmou que continuará atuando para garantir os direitos da acusada. Em manifestação, o advogado destacou a importância do contraditório, da ampla defesa e do respeito ao devido processo legal.

As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime ocorreu no fim de junho de 2026, em Belo Horizonte. Conforme as informações divulgadas sobre a investigação, Paola teria cometido os assassinatos no primeiro dia em que trabalhou na residência do casal.

A suspeita teria sido indicada por um parente das vítimas. A investigação aponta que uma dívida estimada em R$ 40 mil com agiotas, atribuída a perdas em jogos de azar virtuais, estaria entre os motivos que teriam levado ao planejamento do roubo.

Paola é investigada por duplo latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte. A manutenção da prisão preventiva não representa, por si só, uma condenação: a responsabilidade criminal da acusada deverá ser definida no curso do processo judicial.

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