A Justiça determinou o bloqueio de R$ 374 milhões em bens e ativos financeiros ligados a um grupo investigado por envolvimento na receptação de ouro e joias roubadas em São Paulo. A medida faz parte de uma nova etapa da Operação Ouro Reverso, conduzida pela Polícia Civil paulista.

A investigação aponta que a organização criminosa teria uma estrutura dividida entre diferentes participantes. Enquanto alguns seriam responsáveis pelos roubos, outros atuariam na compra das peças, na transformação das joias e na movimentação dos recursos obtidos com as atividades ilegais.

Nesta fase da operação, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão. As autoridades também determinaram a interdição de uma empresa localizada no centro da capital paulista e o sequestro de um imóvel relacionado aos investigados.

O trabalho policial começou em 2025 e avançou ao longo de diferentes etapas. Em uma fase anterior, realizada em agosto deste ano, a operação já havia resultado no bloqueio de R$ 34,6 milhões.

O novo bloqueio representa uma medida para impedir que os investigados movimentem ou se desfaçam do patrimônio sob apuração judicial.

Apesar do valor expressivo, o montante bloqueado não significa que R$ 374 milhões tenham sido recolhidos em dinheiro. A medida alcança bens e ativos financeiros vinculados à investigação, que busca esclarecer a participação dos suspeitos e a origem dos recursos.

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