Dois homens suspeitos de participação no assassinato do vereador Gleiber da Mota Fernandes e do assessor parlamentar Diego Castro Reis foram presos nesta quarta-feira (28), durante uma operação da Polícia Civil da Bahia. As prisões ocorreram em Salvador e Camaçari.
A investigação também levou os agentes a cumprir três mandados de busca e apreensão em Santo Amaro e Camaçari. Durante as diligências, foram recolhidos uma pistola, três celulares e um veículo. O objetivo é reunir novas provas e esclarecer a participação dos investigados no crime.
Gleiber e Diego foram encontrados mortos em novembro de 2025, em uma propriedade rural de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. Os dois apresentavam ferimentos provocados por tiros. Um terceiro homem, de 41 anos, já havia sido preso em dezembro do mesmo ano por suspeita de envolvimento nos assassinatos.
A ação, denominada Operação Sombras da Madrugada, foi coordenada pela 3ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), com sede em Santo Amaro. Equipes de Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus e do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) participaram dos trabalhos, que também tiveram apoio do Gaeco e da Polícia Militar.
Vereador tinha processos na Justiça
Gleiber foi reeleito vereador em 2024. Antes de sua morte, também havia respondido a procedimentos judiciais por diferentes acusações, entre elas ameaça e receptação, além de uma disputa envolvendo uma propriedade rural.
Em 2019, ele foi preso em flagrante em Feira de Santana por suspeita de receptação e pagou fiança de R$ 7 mil para ser liberado. Em outro caso, foi investigado após a denúncia de que teria perseguido um homem, atingido o carro da vítima e feito ameaças. O procedimento acabou arquivado pelo Ministério Público da Bahia em 2022, por falta de provas.
Em 2024, o vereador também foi citado em uma ação de reintegração de posse relacionada a uma fazenda localizada entre Euclides da Cunha e Canudos. A denunciante alegou que ele teria ocupado a área e ameaçado o caseiro. Gleiber sustentava ser proprietário do imóvel, mas os documentos apresentados por ele foram rejeitados pelo juiz responsável pelo processo.
As duas novas prisões representam mais um passo na investigação do duplo homicídio. A Polícia Civil busca esclarecer como os assassinatos foram executados e qual teria sido o papel de cada suspeito. A prisão dos investigados, por si só, não representa condenação.