A investigação sobre as operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) chegou a uma nova etapa com o indiciamento de 15 pessoas pela Polícia Federal. Entre os nomes está Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master.

Segundo os investigadores, as irregularidades identificadas até agora representam um prejuízo de aproximadamente R$ 2,7 bilhões ao banco público.

O relatório foi concluído na quarta-feira (28) e encaminhado às autoridades responsáveis pela análise do caso. A PF também pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 60 dias para realizar perícias pendentes e aprofundar pontos da investigação. 

As apurações se concentram na transferência de carteiras de crédito do Master para o BRB. De acordo com a Polícia Federal, parte dos ativos negociados não teria comprovação de existência. Os investigadores apontam que operações desse tipo foram usadas para obter recursos para o banco controlado por Vorcaro.

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e Augusto Lima, ex-sócio do Master, também estão entre os indiciados. A investigação atribui aos envolvidos diferentes níveis de participação nas operações analisadas.

No caso de Vorcaro, a PF aponta suspeitas de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro, organização criminosa, fraude à fiscalização e indução de investidores a erro. O enquadramento jurídico dos demais investigados varia conforme os fatos atribuídos a cada um. 

Defesa contesta conclusão da investigação

Os advogados de Vorcaro negam que as operações tenham provocado prejuízo ao BRB. A defesa afirma que as carteiras questionadas foram substituídas por outros ativos e contesta a existência de uma perícia oficial que comprove o dano apontado pela PF.

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