Os cursos de Computação, Engenharias e Saúde estão no topo do ranking de remuneração entre profissionais formados no ensino superior. Segundo o Indicador ABMES/Symplicity de Empregabilidade 2025 (IASE), divulgado nesta terça-feira (2), os salários médios nessas áreas chegam a R$ 6.280, R$ 5.701 e R$ 5.194, respectivamente.
O levantamento reforça o impacto da graduação na renda dos brasileiros: após concluir o curso superior, o aumento salarial médio é de 81%, passando de R$ 2.783 para R$ 5.045. Esse valor supera com folga a média nacional do primeiro trimestre de 2025, registrada em R$ 3.444.
Já as áreas de Humanidades, Educação e Comunicação apresentam resultados mais modestos, com salários médios entre R$ 3.668 e R$ 4.006, valores próximos à média nacional.
Apoio financeiro e impacto na carreira
- Egressos que contaram com financiamento estudantil ou apoio familiar tiveram crescimento salarial de 98%, saindo de R$ 2.272,50 para R$ 4.498,09.
- Entre esses, 77% trabalham na área de formação, contra 66,5% entre os que não tiveram suporte.
- Após a graduação, 65,8% dos formados atuam em sua área, com salário médio de R$ 5.365.
- Mesmo os que migraram para outros setores alcançaram remuneração acima da média nacional (R$ 5.276).
- As licenciaturas registraram avanço expressivo na empregabilidade: de 71% em 2023 para 83,68% em 2025.
- Cursos tecnólogos também cresceram, passando de 78% para 83,44%.
- Os bacharéis seguem liderando, com 85,98% empregados em 2025.
Áreas com maior empregabilidade
O cenário de empregos acompanha a tendência salarial. As áreas mais bem colocadas em 2025 são:
- Engenharias – 89,6%
- Computação – 85,9%
- Saúde – 85,8%
Já em Humanidades (61%) e Comunicação (71%), a taxa de atuação na área de formação é significativamente menor.
Presencial x EAD
Apesar da expansão do ensino a distância, os formados em cursos presenciais ainda têm melhores resultados. Atualmente, 86,2% deles estão empregados, contra 81,8% dos que cursaram EAD.
Quando se considera apenas a atuação na área de formação, a diferença aumenta: 79,8% dos presenciais contra 62,1% dos egressos da modalidade a distância.
No quesito remuneração, a distância entre as modalidades vem diminuindo. A média de salário dos graduados presenciais é de R$ 5.101, enquanto os da EAD recebem R$ 4.758. Em 2022, a diferença era de R$ 408; em 2025, caiu para R$ 343.