Quase um mês após a morte de Arlindo Cruz (1958–2025), o filho do sambista, Kauan Felipe Vieira, concedeu entrevista ao programa Domingo Espetacular neste domingo (7). Ele afirmou estar sendo deixado de fora das conversas sobre a partilha da herança do artista, que morreu em decorrência de complicações de um AVC sofrido em 2017.

Arlindo foi casado com a empresária Babi Cruz, com quem teve dois filhos, Arlindinho e Flora Cruz. Kauan, por sua vez, é fruto de um relacionamento extraconjugal.

Reconhecimento da paternidade

Na entrevista, o jovem recordou o momento em que a paternidade foi reconhecida judicialmente:

“Por volta de 2001, minha mãe entrou com processo de alimentos para o reconhecimento. Foi feito o teste de DNA, que é a primeira lembrança que tenho. Eu tinha cerca de 14 anos”.

Herança milionária

Segundo estimativas apresentadas pelo programa, a herança de Arlindo pode chegar a R$ 30 milhões, incluindo mais de 800 composições, que garantem receitas expressivas em direitos autorais.

Apesar disso, Kauan diz não ter acesso a informações sobre os bens:

“A gente está aguardando uma prestação de contas. Nunca tive acesso a nada, nenhuma informação”.

O advogado dele, Wellington Alexandrino, reforçou a necessidade de que a partilha seja conduzida de forma transparente.

Administração de Babi Cruz

Desde o AVC, em 2017, Babi Cruz tinha uma procuração que lhe dava poderes para administrar o patrimônio do marido e custear os tratamentos médicos. No entanto, especialistas em direito sucessório ouvidos pelo programa explicaram que o documento perdeu validade com a morte do artista.

“Tudo o que for recebido em nome do acervo de Arlindo deve ser depositado em juízo”, afirmou a advogada Letícia Peres.

Descoberta pela imprensa

Kauan contou que só tomou conhecimento da partilha pela mídia:

“Fiquei sabendo pela imprensa, mas entrei em contato com meu irmão. Estamos conversando, assim como os advogados, para resolver da melhor forma”.

O advogado dele resumiu a posição do herdeiro:

“O Kauan tem sido paciente e colaborativo. O que falta é reciprocidade da outra parte. Nosso objetivo é apenas garantir transparência”.

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