O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido da defesa de Jair Bolsonaro para liberar o acesso contínuo de Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, e de outros integrantes da sigla à residência do ex-presidente, que está em prisão domiciliar desde 4 de agosto.

Entre os nomes listados estavam Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia; o senador Rogério Marinho (RN); e os deputados federais Altineu Côrtes (RJ), Sóstenes Cavalcante (AL) e Carol De Toni (SC).

Como alternativa, os advogados de Bolsonaro sugeriram que as visitas fossem permitidas em dias específicos — terças, quartas e quintas-feiras —, mas a proposta também foi recusada.

Na decisão, Moraes ressaltou que a prisão domiciliar impõe restrições à liberdade individual e, por isso, não é permitido o acesso livre de pessoas de fora da família sem controle judicial. Nesta quarta-feira (10/9), ao analisar outro pedido da defesa, o ministro até autorizou visitas de aliados, mas apenas com datas e horários previamente fixados.

Por fim, ele determinou que futuros pedidos de visitação à casa de Bolsonaro devem ser apresentados de forma individual e específica.

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