Impedido de concorrer por decisão judicial, o ex-ministro baiano Geddel Vieira Lima (MDB) trabalha nos bastidores para viabilizar um novo representante de seu grupo político nas eleições de 2026 para a Câmara dos Deputados.

A aposta recai sobre o advogado Jayme Vieira Lima, atual presidente estadual do MDB e primo de Geddel. O nome é cotado para disputar uma cadeira em Brasília e já começou a circular em eventos nacionais. Na última quinta-feira (11), ele apareceu ao lado do ex-presidente Michel Temer (MDB) durante o Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, realizado em Salvador.

Entre 2014 e 2018, a família Vieira Lima foi representada no Legislativo federal por Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão de Geddel, que acabou não se reelegendo em 2018. Mesmo fora da linha de frente, o ex-ministro manteve espaço político: foi dele a indicação do atual vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT).

O episódio das malas

Em 2017, a Polícia Federal apreendeu malas e caixas com milhões de reais em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, vinculado a Geddel. O caso resultou em denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por lavagem de dinheiro e associação criminosa. O ex-ministro acabou condenado e chegou a cumprir pena no Complexo da Papuda, em Brasília.

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