A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEDESO) divulgou, nesta segunda-feira (15), o balanço das ações realizadas durante a 46ª Expofeira, que aconteceu de 7 a 14 de setembro, no Parque de Exposições João Martins da Silva. A equipe trabalhou diariamente das 10h às 22h, promovendo atividades voltadas à garantia de direitos, ao fortalecimento de entidades socioassistenciais e à inclusão social.

Incentivo à geração de renda

Por meio do Departamento de Segurança Alimentar e Cidadania, a SEDESO ofereceu apoio a grupos e instituições da rede socioassistencial, com atenção especial a mulheres empreendedoras – em grande parte mães solo. Elas puderam expor e vender gratuitamente produtos como peças em crochê, tricô, fuxico, feltro e macramê, além de acessórios, alimentos e doces artesanais, como acarajé, pipoca gourmet e mel. O espaço, fornecido pela secretaria, incluiu estrutura completa para estimular a inclusão produtiva e a autonomia financeira das famílias em situação de vulnerabilidade.

Atuação do Conselho Tutelar

O Conselho Tutelar manteve plantão durante todo o evento, registrando 66 ocorrências e aplicando 144 medidas de proteção. Entre os atendimentos estiveram:

  • Trabalho infantil: 24 casos
  • Crianças e adolescentes desaparecidos: 29
  • Negligência: 12 registros
  • Orientações e advertências: 100 e 18, respectivamente
  • Entrega a responsáveis: 21 situações

A presença do órgão reforçou a segurança e a defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

“Criança é para brincar”

A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Gerusa Sampaio, considerou a participação na Expofeira um avanço para a cidadania:

“Nossa presença reafirma o compromisso com a proteção social e o incentivo à economia local. O Conselho Tutelar teve papel fundamental no combate ao trabalho infantil e na garantia de direitos. Realizamos palestras e distribuímos materiais educativos para lembrar que infância é tempo de brincar e aprender, e não de trabalhar.”

Combate ao trabalho infantil

A conselheira Daiane Menezes destacou a abordagem preventiva adotada:

“Orientamos pais e responsáveis desde o início, o que nos permitiu localizar rapidamente 29 crianças perdidas, todas entregues com termo de responsabilidade. Também identificamos casos de exploração de trabalho infantil, como crianças conduzindo pôneis, e acionamos a Secretaria de Agricultura para discutir medidas de prevenção.”

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