Aos 82 anos, Milton Nascimento, um dos maiores ícones da música brasileira, recebeu o diagnóstico de demência por corpos de Lewy (DCL), condição neurodegenerativa que compromete gradualmente a memória, o raciocínio e pode provocar alterações motoras e comportamentais. A informação foi confirmada por seu filho e empresário, Augusto Nascimento, em entrevista recente.
De acordo com Augusto, os primeiros sinais da doença apareceram de forma sutil, mas logo se intensificaram. Diante da rápida piora no quadro cognitivo do cantor, pai e filho decidiram realizar um antigo desejo: percorrer os Estados Unidos a bordo de um motorhome. A viagem aconteceu em maio deste ano e se transformou em um momento marcante para os dois.
“Quando percebi a mudança repentina na saúde dele, perguntei ao médico se seria arriscado embarcar nessa jornada. Recebi apoio e resolvemos viver essa experiência. Foram dias muito especiais, que ficarão para sempre na memória”, contou Augusto.
A demência por corpos de Lewy é considerada a segunda forma mais comum de demência progressiva, atrás apenas do Alzheimer. A doença é caracterizada pela presença de depósitos anormais de proteína no cérebro, que afetam tanto a capacidade cognitiva quanto o controle motor. Entre os sintomas estão confusão mental, oscilações de atenção, dificuldades de locomoção, distúrbios do sono e alucinações visuais.
Apesar do desafio, Augusto destacou que o pai segue cercado de cuidados e carinho da família. “Estamos vivendo um dia de cada vez, valorizando os momentos juntos. Meu pai sempre foi um homem de luz, e agora essa luz nos guia ainda mais nesse processo”, afirmou.
Com uma carreira marcada por sucessos imortais como Maria, Maria e Canção da América, Milton Nascimento permanece como referência incontestável da música brasileira. Seu legado artístico continua vivo e inspirando gerações, enquanto sua trajetória pessoal se enriquece com novas histórias de afeto e resiliência.