A assessoria da deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) publicou, nesta segunda-feira (6), um relato sobre as condições enfrentadas pelos brasileiros detidos em Israel após a interceptação da flotilha humanitária Global Sumud. Segundo a nota, os ativistas entre eles a parlamentar estariam submetidos a “tratamento degradante, violência psicológica e ausência de cuidados médicos adequados” no presídio de Ketziot, localizado no deserto de Negev.

O texto aponta ainda que alguns detidos, incluindo Luizianne, só receberam medicamentos depois de uma intervenção diplomática do governo brasileiro. A publicação também denuncia que as audiências judiciais ocorreram sem a presença de advogados e que já existe uma decisão permitindo a deportação imediata dos estrangeiros.

“Continuamos cobrando a libertação imediata da deputada federal Luizianne Lins e dos demais brasileiros detidos de forma ilegal”, diz o comunicado.

Interceptação da flotilha humanitária

Luizianne integrava a Flotilha Global Sumud, iniciativa internacional que reúne parlamentares, ativistas e civis de 44 países. O grupo partiu em mais de 50 embarcações com destino à Faixa de Gaza, levando alimentos, água e suprimentos médicos em missão de caráter humanitário.

As embarcações foram interceptadas por forças israelenses em águas internacionais na última quarta-feira (1º), quando tentavam romper o bloqueio imposto à região. Após a abordagem, a comunicação com os participantes foi interrompida, e o paradeiro do grupo permaneceu incerto por vários dias.

Desde então, o governo brasileiro acompanha o caso por meio de visitas consulares e contatos diplomáticos com as autoridades de Israel.

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