Um homem foi preso em flagrante em Belém (PA), acusado de se passar por representante do Governo da Bahia e aplicar golpes nos estados do Pará e da Bahia.
De acordo com a Polícia Civil paraense, o suspeito foi localizado após a denúncia de um motorista contratado por ele, que também afirmou ter sido vítima. No momento da prisão, o homem não resistiu à abordagem.
As investigações apontam que o suspeito já vinha sendo monitorado por envolvimento em diversos casos de estelionato. A vítima mais recente no Pará foi o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).
Para ganhar a confiança do diretor, o homem se apresentou como representante do Governo da Bahia e integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Ele alegava atuar na organização de eventos oficiais, inclusive em ações ligadas à COP 30, que será realizada em Belém.
Com esse pretexto, convenceu a vítima a assinar um contrato de locação de imóveis e veículos no valor de R$ 275 mil, pedindo um adiantamento de aproximadamente R$ 80 mil sob a promessa de reembolso após o suposto repasse do governo baiano.
O golpe continuou quando o homem solicitou ainda um empréstimo pessoal de R$ 40 mil, alegando que devolveria o valor assim que desbloqueasse R$ 800 mil “retidos no banco”. Após o pagamento, ele desapareceu. A vítima então registrou um boletim de ocorrência, dando início às investigações que resultaram na prisão.
Na Bahia, a Polícia Civil de Juazeiro também investiga o suspeito por crimes semelhantes. Segundo a corporação, ele se apresentava como pessoa influente, com acesso a órgãos públicos e empresas, e oferecia vagas de emprego em troca de dinheiro. Em alguns casos, prometia acelerar processos seletivos ou liberar exames admissionais mediante pagamento — valores que nunca eram devolvidos.
A delegada responsável informou que três pessoas já prestaram depoimento, mas o número total de vítimas ainda está sendo apurado.
O homem segue preso em Belém, à disposição da Justiça. As polícias civis dos dois estados continuam trocando informações para identificar outras possíveis vítimas e dimensionar o alcance dos golpes.