A nutricionista Tâmara Ferreira, de 42 anos, viveu horas de pânico após ser sequestrada na noite de quinta-feira (6), em Salvador. Ela foi rendida por criminosos na Praça Ana Lúcia Magalhães, no bairro da Pituba, e obrigada a realizar transferências bancárias sob ameaças e agressões. Tâmara foi encontrada apenas na manhã desta sexta-feira (7), mais de 15 horas depois, em um mercado no bairro de Castelo Branco.
Em entrevista, a vítima contou que foi surpreendida quando estacionava o carro para participar de um evento. “Um homem apareceu de repente, estava escondido atrás de uma lixeira. Tentei reagir, mas ele me empurrou de volta para dentro do carro e mandou eu dirigir”, relatou.
Durante o trajeto, os criminosos tentaram forçá-la a realizar várias transferências bancárias. Por causa do limite noturno, Tâmara não conseguiu enviar valores acima de R$ 1 mil, o que aumentou a violência. “Eles ficaram furiosos, achando que eu estava mentindo. Me ameaçaram, gritaram e disseram que iam cortar meu dedo se eu não conseguisse fazer mais”, lembrou.
A vítima contou ainda que foi levada para outro carro em um local que parecia um posto de gasolina e, em seguida, transportada para um cativeiro em uma área de mata. Lá, passou toda a madrugada sob ameaças e novas agressões.
“Fiquei nesse lugar a noite toda. Hoje de manhã, eles me bateram de novo, me deram coronhada na cabeça e na perna, dizendo que iam arrancar minha unha. Foram horas de terror”, desabafou.
Mesmo após toda a violência, Tâmara afirmou sentir gratidão por ter sobrevivido. “Levaram meu carro e meu celular, mas isso é o de menos. O importante é que eu estou viva. Deus me deu uma nova chance”, declarou emocionada.
Na manhã desta sexta, a nutricionista foi deixada pelos sequestradores em uma rua e conseguiu pedir socorro em um supermercado. Funcionários do local acionaram a polícia, que confirmou a localização e prestou os primeiros atendimentos.
O marido de Tâmara, identificado apenas como Neto, contou que passou a madrugada sem dormir. “Foram horas de desespero. A gente só queria notícias, não sabia se ela estava viva. Quando soubemos que foi encontrada, foi um alívio que não dá pra descrever”, disse.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), equipes policiais realizam buscas intensas na região do Nordeste de Amaralina, onde há indícios de que os suspeitos possam estar escondidos. A operação inclui bloqueios e incursões para localizar o veículo usado no crime.
Até o momento, ninguém foi preso.