A terceira audiência de instrução do processo que apura o chamado “golpe do PIX”, envolvendo os jornalistas Marcelo Castro e Jamerson Oliveira, não aconteceu como previsto nesta terça-feira (18), em Salvador. O juiz responsável pelo caso, Waldir Viana Ribeiro Junior, precisou suspender a sessão por falta de espaço disponível no Fórum Criminal de Sussuarana.

Sem auditório para realizar a oitiva, o magistrado remarcou a continuidade do processo apenas para maio de 2026. Na prática, o intervalo entre uma audiência e outra ultrapassará um ano, já que o último encontro judicial ocorreu em março deste ano.

De acordo com os documentos anexados aos autos, o auditório reservado para a audiência havia sido destinado previamente ao “TJBA Mais Júri”, ação do Tribunal de Justiça da Bahia realizada anualmente em novembro para acelerar julgamentos do Tribunal do Júri, em cumprimento às metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No mês passado, o juiz ainda tentou reaver o espaço, mas o pedido foi negado pela presidente do TJ-BA, desembargadora Cynthia Maria Pina Resende. Na decisão, ela destacou que a troca de datas seria inviável, citando questões de segurança, movimentação de réus, organização de equipes e toda a estrutura técnica necessária para um júri de grande porte.

Diante da negativa, o magistrado precisou reagendar a audiência e definiu duas novas etapas para o andamento do processo:

6 de maio de 2026, às 8h30: depoimentos das testemunhas de acusação e defesa;

7 de maio de 2026, também às 8h30: interrogatório dos 12 réus, entre eles os jornalistas apontados como líderes do esquema.

Com o novo calendário, o caso segue sem avanços imediatos e deve permanecer parado pelos próximos meses.

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