O monumento que se tornou ponto de referência para quem circula pela zona sul de Feira de Santana agora possui status oficial de patrimônio cultural do município. A Caixa d’Água do Tomba foi incluída no livro de bens culturais da cidade após a sanção de uma lei municipal assinada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, publicada nesta terça-feira (9) no Diário Oficial.
A proposta partiu do vereador e presidente da Câmara Municipal, Marcos Antônio dos Santos Lima, que defendeu o reconhecimento do reservatório como um símbolo da identidade feirense. Construída na década de 1980 dentro do Sistema Integrado de Abastecimento de Água de Pedra do Cavalo, a estrutura se destaca não apenas pela função utilitária, mas pelo impacto visual e afetivo, especialmente para os moradores do Tomba e regiões próximas.
Com 30 metros de altura sendo 20 metros de colunas e 10 metros destinados ao reservatório, a caixa d’água se transformou ao longo dos anos em um dos elementos mais marcantes da paisagem urbana. Sua imagem, vista a distância e muito associada ao bairro que leva o mesmo nome, acabou ganhando notoriedade como cartão-postal da cidade.
Inaugurada em 1984, a construção integra a área do Centro Industrial do Subaé (CIS). A arquitetura singular, com formato que lembra um disco voador, reforça o período de expansão industrial vivido por Feira de Santana e simboliza a modernização daquele momento, em um dos maiores polos industriais do estado e o segundo com maior participação no PIB da Bahia.
Agora oficialmente reconhecida, a Caixa d’Água do Tomba deixa de ser apenas um marco da paisagem e passa a compor o grupo de bens protegidos pela memória e pela história do município.