Um homem apontado como responsável por chefiar uma organização criminosa atuante no município de Coração de Maria, no interior baiano, foi preso na Comunidade Chico Mendes, em Florianópolis (SC), na última segunda-feira (8). O suspeito, identificado como Odvan Pereira de Santana, conhecido como “Aluno”, tem 27 anos e, segundo a polícia, exercia posição de liderança vinculada ao Comando Vermelho (CV) na região.

Mesmo vivendo longe da Bahia, ele mantinha influência direta sobre o grupo criminoso que comandava, apelidado de “tropa do Aluno”. De acordo com as investigações, Odvan autorizava execuções, determinava cobranças e ameaças contra moradores e controlava punições internas, sempre com o objetivo de ampliar o domínio territorial da facção.

As informações apuradas pela polícia indicam que o líder dava ordens por telefone e aplicativos de mensagens. Entre os crimes atribuídos ao suspeito está a execução de uma mulher em 11 de outubro deste ano. A ordem teria sido repassada por ele após ser consultado por outro integrante da facção. Além desse homicídio, ele também é investigado por autorizar ataques contra rivais e por manter o controle de ações violentas mesmo estando fora do estado.

As autoridades afirmam que o grupo atuava em Coração de Maria e Conceição do Jacuípe, operando com estrutura semelhante à de grandes facções nacionais. A investigação aponta como características da atuação criminosa:

  • hierarquia rígida com “gerentes” responsáveis por tráfico, disciplina e cobranças;
  • transmissão de ordens à distância, usando ligações e aplicativos;
  • assassinatos e tentativas de homicídio como forma de garantir domínio territorial;
  • intimidação armada contra moradores e rivais;
  • sequestros e cárcere privado;
  • destruição de provas para dificultar a ação policial.

A captura de Odvan ocorreu após monitoramento de seus deslocamentos em Santa Catarina, o que possibilitou a localização do imóvel onde estava escondido. Ele foi detido com base em mandado expedido pela Vara Criminal de Coração de Maria.

A operação envolveu equipes da Polícia Civil da Bahia, Polícia Civil e Polícia Militar de Santa Catarina, além de agentes do BOPE/CATE e do Tático do 22º BPM catarinense. O suspeito permanecerá preso e deverá ser transferido para a Bahia, onde responderá aos crimes que motivaram sua prisão.

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