O show que encerrou o Natal Encantado, na noite de domingo, em Feira de Santana, acabou marcado por críticas que foram além da apresentação musical. A postura da cantora Ana Carolina gerou desconforto entre profissionais da imprensa, que relataram falta de diálogo e restrições impostas durante o evento.

Além de se recusar a atender jornalistas e de autorizar limitações que impediram a transmissão do espetáculo, a artista também subiu ao palco com mais de uma hora de atraso, o que provocou insatisfação no público que aguardava desde o horário anunciado. A combinação de atraso prolongado e fechamento à imprensa reforçou a percepção de distanciamento e estrelismo.

A imprensa exerce papel central na divulgação cultural e na construção da imagem de artistas. É por meio dela que agendas ganham visibilidade, trabalhos são apresentados ao grande público e carreiras se fortalecem ao longo do tempo. Ignorar esse papel demonstra falta de sensibilidade com quem contribui diretamente para o reconhecimento e a permanência de nomes consagrados no cenário musical.

Não se trata de exigência ou privilégio, mas de respeito. A imprensa é ponte entre o artista e a sociedade. Quando essa ponte é quebrada, quem perde é o público e a própria imagem de quem está no palco.

O público de Feira de Santana merece mais do que um espetáculo no palco. Merece também atitudes à altura fora dele. A música termina, mas a postura permanece, e nesse caso, deixou uma impressão negativa que poderia ter sido evitada com diálogo e respeito.

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