O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (22), durante uma coletiva de imprensa em Palm Beach, na Flórida, um plano para ampliar significativamente a frota naval norte-americana com a construção de novos navios de guerra de grande porte. Ao lado do secretário de Defesa, Pete Hegseth, e do secretário da Marinha, John Phelan, Trump afirmou que o projeto representa um marco para o poder militar do país.

Segundo o presidente, a Marinha dos EUA dará início à construção de duas embarcações descritas por ele como as maiores já produzidas pela indústria naval americana. Trump declarou que os novos navios terão capacidade ofensiva superior à de submarinos atualmente em operação e reforçarão a presença estratégica dos Estados Unidos em áreas consideradas sensíveis.

O anúncio ocorre em um momento de aumento da presença naval dos EUA no Caribe, em meio ao endurecimento da postura de Washington contra o governo de Nicolás Maduro. A estratégia inclui ações para restringir as receitas da Venezuela com a exportação de petróleo, um dos principais pilares da economia do país sul-americano.

Interceptações e reação venezuelana

Nos últimos dias, agências internacionais informaram que forças norte-americanas interceptaram mais um navio petroleiro próximo à costa venezuelana. Caso a ação seja confirmada oficialmente, será a terceira interceptação em pouco mais de dez dias. Anteriormente, embarcações como o Centuries e o Skipper já haviam sido apreendidas, dentro do que o governo Trump classificou como um “bloqueio total” a navios ligados a operações sob sanções.

Em resposta, Nicolás Maduro acusou os Estados Unidos de promoverem uma campanha de intimidação e classificou as ações como “terrorismo psicológico” e pirataria contra petroleiros venezuelanos. O líder chavista afirmou ainda que o país está preparado para intensificar o que chamou de “revolução profunda”, apesar das pressões externas.

Modernização da frota

Na última sexta-feira, a Marinha dos Estados Unidos também anunciou a incorporação de uma nova classe de fragatas construídas em território americano. As embarcações fazem parte da chamada “Frota Dourada”, iniciativa lançada para modernizar a marinha e ampliar a capacidade de dissuasão dos EUA, especialmente diante do avanço militar da China.

Projetadas para proteger rotas marítimas estratégicas e escoltar navios de maior porte, as novas fragatas reforçam a estratégia de Washington de manter influência e presença militar em regiões-chave do cenário global.

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