Com a chegada do verão, o tempo ao ar livre aumenta, assim como a exposição direta ao sol. O alerta vem junto: o câncer de pele continua sendo o tipo de tumor mais comum no Brasil e tende a ter crescimento nos meses mais quentes do ano.

Levantamentos da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) indicam que a doença representa cerca de 30% de todos os diagnósticos de câncer no país, com mais de 220 mil novos casos por ano. Diante desse cenário, a informação e a prevenção seguem como as principais aliadas da população.

Para orientar sobre riscos e cuidados, o oncologista Mateus Marinho, da rede Croma Oncologia, reúne cinco pontos essenciais que ajudam a entender a doença e reduzir as chances de desenvolvimento.

1. Nem todo câncer de pele é igual

A doença se divide em dois grandes grupos: melanoma e não melanoma.

O tipo não melanoma, que engloba os carcinomas basocelular e espinocelular, é o mais frequente e costuma estar ligado à exposição solar acumulada ao longo da vida. Quando descoberto cedo, apresenta altas taxas de cura.

Já o melanoma é menos comum, porém mais agressivo, com maior risco de espalhamento para outros órgãos. Por isso, qualquer alteração suspeita na pele deve ser avaliada por um especialista.

2. A regra do ABCDE ajuda a identificar sinais de alerta

Uma forma simples de observar a própria pele é usar a regra do ABCDE:

•A de assimetria

•B de bordas irregulares

•C de cor variável

•D de diâmetro maior que 6 milímetros

•E de evolução ou mudança da lesão

Manchas que sangram, coçam, doem ou não cicatrizam em até quatro semanas também merecem atenção. O médico reforça que o melanoma pode surgir em áreas pouco observadas, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e solas dos pés.

3. Protetor solar deve fazer parte da rotina

O uso diário de protetor solar é uma das medidas mais eficazes de prevenção. O ideal é optar por produtos com fator de proteção adequado e reaplicá-los ao longo do dia, principalmente após banho de mar ou piscina e em atividades ao ar livre.

4. Horário de exposição faz diferença

Evitar o sol entre 10h e 16h reduz significativamente os danos à pele. Nesse período, a radiação ultravioleta é mais intensa e aumenta o risco de lesões cutâneas, inclusive a longo prazo.

5. Acompanhamento médico salva vidas

Consultas regulares com dermatologista são fundamentais, especialmente para pessoas com histórico familiar de câncer de pele, muitas pintas pelo corpo ou pele clara. O diagnóstico precoce aumenta consideravelmente as chances de tratamento simples e eficaz.

O recado dos especialistas é claro: aproveitar o verão é importante, mas com responsabilidade. Cuidar da pele hoje é investir em saúde para o futuro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *