O crescimento no número de relatos de reações adversas graves associadas ao uso de pomadas e pastas modeladoras para cabelo levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a reforçar o alerta aos consumidores. Nesta segunda-feira (12), o órgão divulgou novas orientações com foco na prevenção de riscos, especialmente relacionados a produtos irregulares ou sem autorização oficial.
De acordo com a Anvisa, muitos dos casos registrados envolvem complicações sérias nos olhos, algumas delas com necessidade de atendimento médico imediato. Entre os efeitos adversos mais frequentes estão vermelhidão ocular, inflamação da córnea, irritação intensa, reações alérgicas, sensação de queimação e até episódios de cegueira temporária.
A agência destaca que parte significativa dessas ocorrências poderia ser evitada com cuidados básicos por parte do consumidor, como a verificação da regularização do produto e o uso conforme as orientações do fabricante.
Recomendações ao consumidor
Para reduzir os riscos, a Anvisa orienta que os usuários adotem medidas simples, mas essenciais:
•Conferir atentamente o rótulo antes da aplicação;
•Utilizar apenas produtos capilares devidamente autorizados pela Anvisa;
•Seguir rigorosamente as instruções de uso indicadas pelo fabricante;
•Evitar qualquer contato do produto com os olhos;
•Caso haja contato acidental com os olhos, lavar imediatamente com água corrente por, no mínimo, 15 minutos;
•Não utilizar esse tipo de produto em crianças;
•Manter as embalagens armazenadas em local seguro, longe do alcance de crianças e animais.
Além disso, a Anvisa reforça a importância de notificar qualquer reação adversa observada. Situações mais graves devem ser encaminhadas imediatamente para atendimento médico.
Em caso de dúvidas ou para registro de ocorrências, o consumidor pode procurar a Anvisa, entrar em contato com o Disque Saúde pelo número 0800 61 1997 ou buscar orientação de um profissional de saúde.
O alerta reacende o debate sobre a circulação de produtos irregulares no mercado e a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, comerciantes e consumidores na prevenção de danos à saúde.