A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), uma nova etapa da Operação Overclean, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. A ofensiva ocorre de forma conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, com ações concentradas na Bahia e no Distrito Federal.

Esta é a nona fase da operação, que avançou sobre o núcleo financeiro e operacional do grupo investigado. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), instância responsável por supervisionar o inquérito.

Além das diligências, o STF determinou o bloqueio de cerca de R$ 24 milhões em contas bancárias ligadas a pessoas físicas e empresas sob investigação. A medida busca impedir a movimentação de valores considerados suspeitos e preservar recursos que podem ser destinados à recomposição dos cofres públicos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

Segundo a Polícia Federal, os investigados são apontados como integrantes de uma organização criminosa estruturada, com atuação voltada ao desvio sistemático de verbas públicas. As apurações indicam a prática de crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraudes em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

As investigações seguem em andamento e agora se concentram no aprofundamento da análise do fluxo financeiro, na identificação de novos envolvidos e na individualização das responsabilidades dentro do esquema. A Polícia Federal não descarta novas fases da operação.

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