Dois irmãos morreram após a explosão de uma fábrica clandestina de fogos de artifício na zona rural de Maragogipe, cidade do Recôncavo da Bahia. O caso aconteceu no dia de São João, mas uma das vítimas morreu na segunda-feira (30) e outra na quarta-feira (2). Nesta quinta-feira (3), o Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT) anunciou que o caso está sendo investigado
O caso aconteceu na comunidade de Samambaia e levou à morte de João Vitor de Jesus Batista, de 17 anos, e David Miguel de Jesus Batista, de 25 anos. As vítimas eram conhecidas na região pelos apelidos de JV e Dedé.
A explosão do local exigiu a utilização de um helicóptero de resgate para prestar socorro às vítimas. Os dois permaneceram hospitalizados desde o dia 24 de junho, quando o acidente aconteceu. Segundo o MPT, o inquérito foi instaurado para identificar o responsável pela fábrica clandestina.
Apreensões fogos clandestinos foram feitas em todo o estado
Ainda segundo o órgão, uma série de ações foram realizadas em parceria com a Polícia Civil (PC), Departamento de Polícia Técnica, Exército e Superintendência Regional do Trabalho (SRT-BA) em 2025. No total, foram apreendidos 2,8 milhões de fogos ilegais e duas pessoas foram presas.
Além de Salvador, também foram apreendidos materiais clandestinos em cidades como Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Sapeaçu, Serrinha e Feira de Santana. As equipes ainda estiveram em outro ponto de produção ilegal, na cidade de Alagoinhas, onde cinco trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão.
No início de junho, mais de 2 mil ‘espadas’ — tipo de fogo de artifício — foram apreendidas na cidade de Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia. O material também foi encontrado em uma fábrica clandestina, que funcionava na zona rural da cidade.
Já no dia 19 de junho, próximo ao dia de São João, uma operação da Polícia Civil (PC)apreendeu 2,5 milhões de fogos de artifício clandestinos na Bahia. A apreensão bateu recorde, sendo a maior nos últimos 10 anos, quando a fiscalização começou.