A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva do funkeiro Oruam após identificar uma série de descumprimentos nas regras impostas pelo monitoramento eletrônico. De acordo com registros do sistema, o artista teria violado a tornozeleira eletrônica 28 vezes em um intervalo de 43 dias.
A decisão foi assinada nesta terça-feira (3) pela juíza Tula Corrêa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. O mandado foi expedido após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar, na segunda-feira (2), a liminar de habeas corpus que mantinha o cantor em liberdade, apontando desobediência às medidas cautelares.
Equipes da Polícia Civil foram até o endereço informado por Oruam para cumprir a ordem judicial, mas ele não foi localizado. Segundo o delegado Neilson dos Santos Nogueira, titular da 16ª Delegacia, o mandado segue em aberto.
“Fizemos diligências na residência dele, porém não o encontramos. A prisão continua pendente de cumprimento”, afirmou.
Durante o andamento do processo, a defesa do funkeiro alegou que os registros de falha no equipamento teriam sido provocados por problemas técnicos, principalmente relacionados à bateria do dispositivo, negando qualquer tentativa de descumprimento das determinações judiciais.
Agora, o cantor é considerado foragido até que seja encontrado ou se apresente às autoridades.