O avanço dos medicamentos injetáveis voltados ao controle do peso pode ganhar um novo capítulo no Brasil. Projetos em tramitação no Congresso Nacional propõem flexibilizar as regras de patente desses produtos, abrindo caminho para que laboratórios nacionais fabriquem versões próprias e, com isso, reduzam custos para a população.

Uma das iniciativas foi apresentada na Câmara dos Deputados pelo líder do PDT, deputado Mário Heringer (MG). O parlamentar defende que as fórmulas das chamadas “canetas emagrecedoras” tenham caráter de interesse público, o que permitiria maior acesso à tecnologia e ampliaria a produção no país.

Segundo o deputado, esses medicamentos podem se tornar aliados importantes no enfrentamento da obesidade e também no tratamento do diabetes, dois problemas de saúde que afetam milhões de brasileiros e pressionam o sistema público de saúde. Ele cita, como exemplo, fármacos como Mounjaro e Zepbound, que vêm ganhando espaço no mercado internacional.

Na avaliação do parlamentar, as aplicações injetáveis representam uma alternativa menos agressiva quando comparadas a procedimentos cirúrgicos, como a bariátrica, além de oferecerem resultados mais rápidos no controle do peso e na redução de riscos associados a doenças metabólicas, cardiovasculares e lipídicas.

A discussão ainda deve passar por comissões temáticas antes de qualquer decisão definitiva. Caso avance, a proposta pode mexer diretamente com a indústria farmacêutica e com o preço desses tratamentos no Brasil, hoje considerados caros e restritos a uma parcela menor da população.

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