Ao se depararem com um mural repleto de fotografias de Preta Gil, Gilberto Gil e Flora Gil não conseguiram conter as lágrimas. O espaço, conhecido por reunir artistas e amigos durante o Carnaval de Salvador, virou também ponto de lembrança e saudade.

Preta, que morreu em julho de 2025 após enfrentar complicações de um câncer, tinha presença constante no camarote e costumava aproveitar a festa cercada pela família. As fotos espalhadas pelo local mostram momentos descontraídos, risadas e bastidores que ajudaram a contar a história dela com o Expresso.

Em entrevista Flora falou sobre o vazio deixado pela artista. Disse que a ausência pesa no dia a dia e que a família sente a falta dela em situações simples, nas conversas e encontros. Segundo a produtora, Preta segue viva nas memórias e no jeito de todos se reunirem.

Ela contou ainda que chegou a pensar em não montar o camarote neste ano. O luto, segundo explicou, tirava o ânimo para qualquer celebração. Depois de refletir, decidiu manter a tradição, acreditando que a própria Preta defenderia a continuidade da festa como forma de celebrar a vida.

A homenagem ganhou reforço com a presença da amiga Regina Casé, que apareceu vestindo uma camisa estampada com o rosto da cantora, acompanhada da filha, Benedita. O gesto chamou atenção e arrancou abraços de quem passava.

Entre música, encontros e recordações, o Expresso 2222 acabou se transformando em algo maior que um camarote: um lugar de memória, afeto e tributo a quem sempre fez da alegria sua marca registrada.

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