O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), deu mais um passo na articulação para a disputa estadual ao confirmar o convite ao prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), para ocupar a vaga de vice em sua chapa ao Governo da Bahia. O anúncio foi feito durante agenda política em Jequié e reforça a estratégia de ampliar presença fora da capital.

O evento reuniu lideranças de peso da política baiana, entre elas a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, além de parlamentares e dirigentes partidários aliados. A movimentação sinaliza a tentativa de consolidar um grupo unido em torno da pré-candidatura e evitar divisões internas antes do início oficial da campanha.

Ao justificar a escolha, ACM Neto destacou que o nome de Zé Cocá surgiu de forma consensual dentro do grupo político, como uma aposta em fortalecer o diálogo com os municípios. O gesto de anunciar a composição em Jequié também foi interpretado como recado direto ao interior, região considerada decisiva nas eleições baianas.

Zé Cocá chega à possível chapa com um histórico ligado à política municipalista. Já foi prefeito de Lafaiete Coutinho, deputado estadual, gestor de Jequié e presidiu a União dos Municípios da Bahia (UPB), o que amplia sua interlocução com prefeitos e lideranças regionais, um trunfo importante em um estado de grande extensão territorial.

Durante o encontro, ACM Neto também adotou um tom crítico à atual gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Entre os principais pontos, citou problemas na segurança pública e dificuldades no acesso à saúde, especialmente no interior.

Segundo o pré-candidato, a violência deixou de ser um problema concentrado na capital e passou a atingir diversas regiões do estado. Na saúde, apontou falhas no sistema de regulação e a sobrecarga das cidades-polo, temas que devem ganhar espaço no discurso eleitoral.

A agenda apresentada também incluiu propostas voltadas ao desenvolvimento econômico do interior, com foco em áreas como agricultura, infraestrutura hídrica e geração de empregos, sobretudo em regiões do semiárido baiano.

Ao aceitar o convite, Zé Cocá afirmou que a decisão passa pela confiança no projeto político e pela expectativa de mudança na condução do estado. Em discurso, reforçou a importância da credibilidade e do compromisso político, apostando em uma conexão direta com o eleitorado do interior.

A possível formação da chapa indica que a disputa pelo Governo da Bahia deve intensificar a busca por alianças regionais e protagonismo fora dos grandes centros, um movimento tradicional em eleições estaduais, mas que, desta vez, ganha ainda mais peso no tabuleiro político baiano.

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