Hospitais de várias regiões do Brasil vêm registrando crescimento no número de pacientes internados com gripe e outras infecções respiratórias. O avanço dos casos ocorreu antes do período mais crítico esperado por especialistas e já coloca estados em alerta para uma possível sobrecarga na rede de saúde.
Os sintomas seguem os já conhecidos pela população: febre, tosse, dor de garganta e fortes dores no corpo. Em muitos casos, a recuperação acontece em casa, mas parte dos pacientes apresenta agravamento do quadro e necessita de atendimento hospitalar.
Dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostram que os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave tiveram aumento de aproximadamente 12% no país. Até 16 de maio deste ano, mais de 63 mil casos haviam sido notificados. No mesmo período do ano passado, o total ficou abaixo de 57 mil.
Especialistas apontam que a circulação do vírus influenza começou mais cedo em 2026, antecipando o cenário de preocupação em diversas regiões brasileiras. Segundo o monitoramento da Fiocruz, praticamente todos os estados apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para doenças respiratórias. Rondônia é o único estado fora desse quadro neste momento.
A vacinação segue sendo considerada a principal medida para evitar complicações graves. O Ministério da Saúde reforça que crianças pequenas, gestantes e idosos fazem parte do grupo prioritário da campanha nacional de imunização, público que reúne mais de 47 milhões de pessoas.
No Rio Grande do Sul, a prefeitura de Capão Bonito do Sul decidiu suspender temporariamente as aulas em duas escolas após a confirmação de um caso de influenza B e o surgimento de sintomas gripais em dezenas de estudantes. As atividades devem ser retomadas apenas na próxima quarta-feira.
Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, a vacinação já foi ampliada para toda a população. Mesmo assim, a adesão ainda preocupa as autoridades. Na capital fluminense, menos da metade do público prioritário buscou a imunização até agora. Desde janeiro, o município já contabilizou centenas de internações e mortes relacionadas à influenza.
Com a chegada das temperaturas mais baixas e a maior circulação de vírus respiratórios, profissionais de saúde alertam que a procura pela vacina não deve ser adiada. Além da imunização, médicos recomendam cuidados básicos, como higiene frequente das mãos e evitar contato próximo em caso de sintomas gripais.