A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura suspeitas de irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social decidiu avançar sobre a situação financeira de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Por maioria, o colegiado autorizou o acesso aos dados bancários e fiscais do empresário Fábio Luís Lula da Silva. A medida abrange movimentações realizadas entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026. A análise dos documentos faz parte do esforço dos parlamentares para rastrear possíveis conexões financeiras relacionadas ao esquema investigado.
A votação, porém, foi marcada por forte tensão política. Logo após a aprovação dos requerimentos, deputados governistas protestaram junto à mesa diretora da comissão. O clima esquentou, com troca de acusações, empurrões e interrupções, forçando a suspensão temporária dos trabalhos.
Entre os momentos mais acalorados, houve confronto direto entre Rogério Correia e Luiz Lima. Lima afirmou ter sido atingido durante a confusão. Correia reconheceu o excesso e pediu desculpas publicamente.
O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI, Alfredo Gaspar, filiado ao União Brasil. Segundo informações incluídas nos autos, há relatos de que Lulinha teria recebido repasses mensais elevados de um empresário apontado como figura central nas investigações.
A suspeita consta em depoimento prestado à Polícia Federal por um ex-funcionário do grupo investigado. O material foi encaminhado posteriormente ao Congresso Nacional para subsidiar os trabalhos da comissão.
Com a decisão, a CPMI entra agora na fase de coleta e análise de dados financeiros, etapa considerada estratégica para confirmar ou descartar a participação de novos nomes no caso.