Domingo, 12 de abril. Patrícia de Matos Oliveira, mãe de uma bebê e de um adolescente, continua internada na Policlínica João Durval Carneiro, no bairro Feira X, em Feira de Santana, há mais de quinze dias. O que era para ser uma transferência simples para um hospital de maior porte se transformou em uma longa e cansativa espera e, para a família, angustiante: Patrícia pode perder um rim caso a regulação estadual não seja acionada com urgência.

Patrícia está internada há mais de duas semanas, recebendo atendimento na policlínica local. A família recebeu a informação de uma possível transferência para o Hospital Geral Clériston Andrade, mas ela não se concretizou. Ao chegar à unidade, a médica de plantão informou que não havia como realizar o procedimento necessário no momento, e Patrícia precisou retornar à policlínica.

Resumo do relatório médico que motivou a recusa da internação no HGCA:

“Histórico de litíase urinária bilateral e ITU de repetição. Cálculo de 2 cm na pelve renal direita, com hidronefrose grau I/II. Função renal preservada (creatinina em 0,8). Sem indicação de DJ (duplo J) no momento. Indicação de antibiótico e encaminhamento para ureterorrenolitotripsia flexível.”

Há ainda a informação de falta de material para o procedimento no Hospital Geral Clériston Andrade, com encaminhamento para a unidade mais próxima (SESAB – Secretaria de Saúde do Estado da Bahia).

A transferência não realizada gerou revolta entre amigos e familiares. Há risco de agravamento da condição, já que a hidronefrose associada à litíase exige intervenção para evitar danos permanentes à função renal. Jovem mãe, com responsabilidades familiares, Patrícia depende de atendimento rápido para preservar a própria saúde e o bem-estar de sua família.

 

Redação : Valter Júnior

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