A separação entre Zé Felipe e Virginia Fonseca ganhou contornos de batalha judicial de alto valor financeiro. O artista entrou com uma ação na 6ª Vara de Família de Goiânia pedindo uma auditoria completa dos bens acumulados durante o casamento e solicitando o bloqueio imediato de R$ 100 milhões das contas da ex-companheira como garantia patrimonial.
Segundo os autos, a defesa do cantor aponta possíveis divergências na composição do patrimônio apresentado, o que motivou o pedido de investigação detalhada das finanças do casal.
No centro da disputa está a marca de cosméticos WePink, principal ativo empresarial ligado à influenciadora. A empresa registrou faturamento bilionário no último ano e, no mercado, negócios com desempenho semelhante costumam atingir avaliações que podem chegar ao dobro da receita anual. Com essa projeção, a companhia poderia valer cerca de R$ 3 bilhões.
Virgínia detém cerca de um terço das cotas do negócio, participação que, pelas estimativas, ultrapassaria a casa de R$ 1 bilhão. Como o casamento foi firmado em comunhão parcial de bens e não houve acordo prévio excluindo participações societárias, a legislação determina que o que foi adquirido durante a união pode ser partilhado.
Com isso, Zé Felipe reivindica metade do valor correspondente às cotas adquiridas no período do matrimônio. Caso a avaliação da empresa seja confirmada, o montante a que ele teria direito pode chegar a aproximadamente R$ 500 milhões, cifra que colocaria o processo entre os mais caros já registrados no país.
O bloqueio solicitado funciona como medida preventiva para assegurar eventual compensação futura. Nos bastidores, advogados avaliam que uma solução negociada pode incluir a divisão de outros bens, como imóveis ou aeronaves, preservando a estrutura societária da marca.
Mesmo sem participação direta na administração da empresa, o cantor pode pleitear não apenas parte do valor das ações, mas também lucros e dividendos que tenham sido gerados desde o período em que o casal ainda estava junto. O caso segue em análise judicial.