A violência voltou a deixar uma família de luto em Salvador. O estudante de Arquitetura Kelvin Gomes de Souza, de 27 anos, foi morto a tiros durante um assalto na Avenida Mãe Stella de Oxóssi, em Stella Maris, na noite de sexta-feira (6).

Trabalhador e prestes a concluir a faculdade, Kelvin também atuava em uma loja de revenda de veículos. Naquele dia, saiu do serviço um pouco mais cedo para resolver questões da universidade. Mais tarde, encontrou um homem que havia conhecido por aplicativo e seguia de carro quando os dois foram surpreendidos por criminosos em uma motocicleta.

Segundo informações apuradas, a dupla anunciou o assalto, recolheu os pertences das vítimas e, mesmo sem reação, atirou contra o estudante. Kelvin não resistiu.

O carro dele foi localizado apenas na manhã seguinte, abandonado no bairro de Mussurunga. Até agora, nenhum suspeito foi preso.

O enterro aconteceu no domingo (9), no Cemitério Bosque da Paz, sob forte comoção. Revoltado, o irmão da vítima, Brian de Sousa, desabafou ao lembrar que Kelvin nunca teve envolvimento com confusão.

“Ele era trabalhador, estudava, não fazia mal a ninguém. Tenho certeza de que não reagiu. Mesmo assim atiraram. Tiraram a vida dele por causa de um carro velho”, lamentou.

A morte do jovem engrossa uma estatística que assusta moradores da capital. Em diferentes bairros, assaltos e crimes violentos têm se tornado cada vez mais frequentes, aumentando a sensação de insegurança de quem precisa sair de casa para estudar ou trabalhar.

Diante desse cenário, cresce também a cobrança sobre o Governo do Estado, responsável pela política de segurança pública. Para muitas famílias, falta presença mais efetiva nas ruas, prevenção e respostas rápidas aos crimes que seguem fazendo vítimas quase diariamente.

O caso é investigado pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), que tenta identificar e localizar os autores do latrocínio.

Enquanto isso, parentes e amigos ficam apenas com a dor e a pergunta que se repete a cada novo crime: até quando a violência vai continuar fazendo mais vítimas na cidade?

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